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SHOPPING CENTER LOCAL PREFERIDO PARA FRANQUIAS

SHOPPING CENTER LOCAL PREFERIDO PARA FRANQUIAS

SHOPPING CENTER LOCAL PREFERIDO PARA FRANQUIAS

Nos últimos anos, o número de shopping centers vem crescendo no Brasil e isso está mudando os hábitos dos consumidores brasileiros. As lojas de rua, antes absolutas, passaram a enfrentar a concorrência das unidades de shoppings, que oferecem vantagens como segurança, variedade, conforto, bom fluxo de visitantes, horários diferenciados, ações de marketing e publicidade conjuntas, estacionamento disponível, ambiente climatizado e praça de alimentação.
Uma pesquisa encomendada pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) junto à ECD Food Service apontou que, mesmo sem espaço disponível para locação em shopping centers, esse é o local preferido das marcas de franquias. De acordo com o levantamento, a estimativa de ocupação de franquias em shoppings cresce a cada ano e é maior que na rua, em hipermercados, galerias e outros. Em 2010, essa estimativa pode chegar a 55% dos empresários que detêm franquia, 59% em 2011 e 63% em 2012.
Segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), são 400 empreendimentos hoje no Brasil. Em 2011, a expectativa é que 28 novos shoppings sejam inaugurados, lançados ou projetados. Em 2010, foram inaugurados cinco centros de compras, e até o final de dezembro outros nove estavam para serem abertos. Seriam três em Minas Gerais, dois em São Paulo e um no Rio Grande do Sul, Bahia, Paraná e Rio de Janeiro.
Para 2012, a estimativa inicial da entidade é pela abertura de 30 novos empreendimentos. O presidente da Abrasce, Luiz Veiga, prevê uma alta de 15% no faturamento do setor neste ano, o que corresponde a R$ 82 bilhões. Em 2009, as vendas nos empreendimentos somaram R$ 71 bilhões.
Para o presidente da ABF do Rio de Janeiro e consultor de negócios. Alain Guetta, investir na abertura de unidades em shopping é levar a marca para pontos de grande visibilidade e circulação de pessoas. “A escolha do ponto comercial é fundamental para o sucesso do negócio. É preciso, porém, estar atento à localização da loja, mesmo que o empreendedor opte por um centro de compras. É necessário pesquisar o perfil e renda do público freqüentador e características da região. Atualmente há ferramentas de estudos de geomarketing que permitem essa pesquisa mais detalhada. Não adianta ter uma marca de peso e um local inadequado”, analisa Guetta.
Estimativas tão promissoras fazem os shoppings virarem, cada vez mais, alvo dos empreendedores. A rede de lanchonetes carioca MegaMatte, por exemplo, tem inaugurado várias lojas dentro de shoppings centers. Com 69 unidades em funcionamento a franquia está presente no Rio de Janeiro, no Shopping Nova América, Norte Shopping, Shopping Tijuca, Barra Shopping, Downtown, Città América. Em São Paulo é possível encontrar a lanchonete nos shoppings Iguatemi, Raposo, Interlagos, União Osasco, entre outros. A rede investe agora sua primeira unidade na região nordeste, inaugurada em novembro, no Shopping Salvador, na capital baiana.
“Pretendemos crescer mais no Rio de Janeiro e São Paulo, que ainda têm muito espaço para unidades, e expandir para Brasília, Espírito Santo e Recife. Temos uma previsão de R$ 50,5 milhões para nosso faturamento em 2010”, completa a diretora executiva da rede, Fátima Rocha.
Segundo o diretor presidente da Global Franchise, empresa especializada em franquias, Paulo Mauro, no setor de alimentação fora do lar, as franquias mais adequadas para shoppings centers são os restaurantes do tipo “casual dinning” ou no conceito “fast service”, além das franquias de “fast food”. “Vai depender muito do perfil do empreendimento, do público alvo etc. Nas chamadas praças de alimentação, os shoppings centers buscam colocar uma variedade de conceitos de fast-food e alguns empreendimentos na linha de restaurantes a la carte, para atender a todos os perfis de público freqüentadores. Os jovens buscam mais o fast-food, enquanto o público mais maduro prefere o conceito do tipo casual dinnig ou fast-service”, conta Paulo Mauro.
Ele completa afirmando que os shoppings centers querem marcas e conceitos consagrados em primeiro lugar. Depois abrem para conceitos inéditos de qualidade. Por último se arriscam com conceitos que não se enquadram nas categorias anteriores para completar o seu “tennant mix”.

NO SHOPPING OU NA RUA? EIS A QUESTÃO
Optar por uma loja de rua ou em shopping center? Se você, como inúmeros empreendedores, está em dúvida sobre a melhor localização para o seu comércio, a primeira dica é analisar o perfil do seu negócio. Isso significa saber quem é o público- alvo e que produto ou serviço você deseja vender. Depois de definido o perfil é hora de avaliar profundamente os prós e contras de cada situação antes de decidir.
Para não errar, é importante que você entenda as características do comportamento de consumo do local e identifique onde estão as melhores oportunidades de instalar a loja. É preciso também compreender que os custos de ocupação têm que se enquadrar na previsão da rentabilidade da loja.
Para a Mega Matte, que está com 23 lojas funcionando em shoppings, a opção ao escolher um determinado centro de compras é sempre por aqueles que tenham grande circulação de pessoas. “Nosso ticket médio é de R$5,00. Por isso, para que seja realmente vantajosa a abertura da loja, precisamos de um grande volume de vendas e de uma boa visibilidade da nova unidade”, explica Fátima Rocha. A diretora da rede diz que a manutenção e o investimento em lojas de shopping são maiores do que nas de rua. “Mas investir em shopping tem suas vantagens, como a segurança e a concentração diária de pessoas”.
O diretor presidente da Global Franchising afirma que as franquias são adequadas tanto para rua quanto para shopping center. “O que muda é o tamanho da operação, normalmente mais compacta no shopping, pelo seu alto custo. Por isso é importante salientar que a escolha não pode estar relacionada ao glamour ou levar em conta “onde você se sentirá mais à vontade para trabalhar”. Às vezes, a movimentação de pessoas nos shoppings é 2,5 vezes maior do que na rua, então, a relação custo X benefício vale a pena. O fato de estar no shopping, apesar do charme, por si só não vai te ajudar se o público do espaço não for o seu. Depois de fazer esse cálculo é que surge a avaliação subjetiva, que inclui itens como segurança e comodidade.
Especialistas em franquias afirmam que a maior parte das administradoras de shoppings já informa o perfil do mix de visitantes para facilitar a escolha, caso o empresário tenha a visão de quem deseja atingir com seu negócio. No momento da negociação, o ideal é assegurar também um bom projeto e um bom “tennant mix”, pois o conjunto das marcas é que faz a força da praça de alimentação. “Hoje as franquias de alimentação são a maior ancora de qualquer shopping center no mundo. Tem de assegurar também condições de locação adequadas ao empreendimento, e isto está cada vez mais difícil, pois com a demanda aquecida, a pressão de custos torna muitas vezes inviável a locação”, aconselha Paulo Mauro.

CONFIRA ALGUMAS DICAS PARA INVETIS EM LOJAS DE SHOPPINGS

1. De olho nos gastos
Quem optar por loja em shopping terá que arcar com custos altos, que incluem aluguel, condomínio e taxas de publicidade e marketing. O valor do aluguel por metro quadrado é variável, assim o segredo está em negociar com a administração do empreendimento e chegar a um preço que não inviabilize o futuro da sua empresa. O ideal é que se tenha um plano de negócio estruturado, definindo o quanto se pode investir e quais são os custos da sua operação, inclusive aqueles com os funcionários que serão maiores, pois eles terão que trabalhar de domingo a domingo, em horários não convencionais.

2. Estratégia de marketing
Para ser bem sucedido, o empresário deve estabelecer um plano de marketing que conquiste os freqüentadores do shopping. É necessário treinar funcionários, deixar o espaço com um design atraente e fazer promoções que atraiam o consumidor para seu espaço.

3. Escolha entre loja ou quiosque
Quem quiser gastar pouco menos pode considerar a possibilidade de abrir um quiosque, em vez de uma loja fixa. O primeiro possui um valor de aluguel por metro quadrado mais baixo e um número de funcionários reduzido. Em compensação, o espaço deve oferecer serviços diferenciados para atrair o consumidor.

4. De olho nas franquias
Como o público se sente atraído por marcas já conhecidas, assim uma boa estratégia pode ser buscar marcas consolidadas no mercado.

Fonte: Revista Bares & Restaurantes / Novembro - Dezembro 2010

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